Quase minto, quase sinto, quase enxergo. Quase prevejo, quase beijo, quase guardo o cheiro. Quase fecho os olhos, quase quero de novo, quase desejo. Quase falo tudo, quase falo nada, quase deixo rolar. Quase olho, quase toco, quase deixo tocar. Quase abraço, quase esqueço, quase adormeço. Quase provoco, quase invoco, quase nego. Quase insulto, quase conforto, quase quero chorar. Quase vivo, quase não sinto, quase não sei mais quem sou. Quase apago, quase desperto, quase deixo guardado. Quase me movo, quase fico parada, quase preciso de um empurrão. Quase confundo, quase confundo-me, quase ilusão.
Quase permito, e o que sobra? Nada.
Nota mental: viver só é bom se puder viver o tudo. Quase e nada a gente deixa para depois, ou então para o nunca. É isso.